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No país do feijão falta feijão

24/06/2016 às 09:32
por Agrossociedade
Atualizado 24/06/2016 às 09:49

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E no país do feijão falta feijão...

E uns engraçadinhos passam a brincar e tirar um barato do governo Temer... Inventaram uma hashtag: "Temer baixa o preço do feijão".

Sete em 10 brasileiros amam feijão, incluindo o  feijão carioca. E o engano esta no anúncio de que vamos importar esse feijão. Impossível, pois esse tipo de feijão, o carioca não se produz fora do Brasil.

Importamos outros tipos de feijão, como por exemplo, o feijão preto da China. Ou seja, não falta o feijão preto, falta o carioca. Dessa forma, ou muda o hábito do consumidor ou o preço dos cariocas vão explodir.

Agora, quando ocorre uma colheita ou a falta de uma colheita, o problema se remete ao período de plantio. Se não plantar não colhe. E, no caso do feijão, como de outras leguminosas e várias hortaliças, o único planejamento que existe está nas leis normais do mercado, da oferta e da procura, no clima e nas decisões próprias e individuais dos produtores.

Por isso, planejamento agrícola significa peça sagrada e central de uma política de abastecimento.

E, se o feijão já subiu mais de 40 % este ano, significa reflexo da ausência de política agropecuária, plano estratégico de segurança e abastecimento do país, dos antecessores do ministro Blairo. O Brasil tem um agronegócio gigantesco, porém não tem governança e, sem liderança de um dia para o outro pode vir a faltar o tomate,  o trigo e até o arroz e o feijão. Motivos? Gestão, planejamento e política agrícola.

Então, se a China é nosso cliente número 1 do agronegócio, agora virará também nosso principal fornecedor do feijão preto. Ou seja, viva a diversidade. Não tem carioca, vamos de preto. E se não tem feijão tire uma selfie na feijoada do sábado, prato valorizado na iguaria nacional.

Para não faltar feijão precisa ter planejamento na mão e orientação de mercado, políticas de estoques, seguro  e preços assegurados que não são aqueles baseados nas bolsas de Chicago, nem nas tradings de carnes e de grãos. Coisa local do mercado interno nacional...

 

José Luiz Tejon

Sócio diretor da Biomarketing

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