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O Novo Campo

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2 min de leitura

Falando da agricultura local, em Jundiaí uma polêmica toma conta da cidade. Por um lado a cidade guarda uma imagem da terra da uva, do morango... e por outro, se transformou em uma centro industrial de serviços, praticamente integrada a São Paulo e a grande Campinas.

Então o que deve acontecer? No plano diretor em discussão na câmara municipal existem propostas de transformar áreas urbanas em áreas rurais, para agricultura familiar e turismo rural.

Jundiaí se transformou numa cidade de alta qualidade de vida, e tem o maior PIB per capita do país, dentre municípios com mais de 400 mil habitantes. Os contrários a essa visão alegam que isso prejudicaria o crescimento da renda na cidade, e quem está a favor da tese alega que a cidade precisa cada vez mais de qualidade de vida, e portanto de preservar o verde.

Como fica o futuro de um planejamento diretor de uma cidade evoluída e desenvolvida, como Jundiaí? Como conciliar a indústria, o comércio, o serviço e o rural? Qual a tendência? Nessa discussão deve estar faltando o bom senso do meio termo. O local farming e até a agricultura vertical, a arquitetura do verde que vem invadindo as cidades, e as grandes cidades precisarão do verde, da hidroponia, além da agregação de valor dos produtos agrícolas que passam por educação, serviços, informática, alta tecnologia e agroindústrias.

A discussão em andamento em Jundiaí pode ser importantíssima para orientar futuras discussões sobre como harmonizar o novo campo, com a nova indústria, e as novas cidades do futuro.

Joosé Luiz Tejon

Sócio Diretor da Biomarketing

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