AGROCLIMA

Produtores retomam colheita em ritmo acelerado

22/02/2017 às 11:08
por Marco Antônio Santos / Agrometeorologista
Atualizado 22/02/2017 às 11:11

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As imagens de satélite mostram algumas áreas de instabilidade sobre grande parte das regiões produtoras de Rondônia, Mato Grosso, Pará, Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A metade oeste de Rondônia, Pará e em alguns pontos do sul do Maranhão e do Piauí, já registraram chuva pela manhã. Nas demais localidades há mais nebulosidade do que chuva e ao longo do dia e o sol voltará a aparecer.

 

 

Os produtores poderão retomar as atividades de colheita de soja e plantio do milho safrinha. Apesar das chuvas ininterruptas que ocorreram, principalmente no Mato Grosso, os índices de produtividade em muitas propriedades estão batendo recordes, com exceção da região do Parecis, onde a situação é mais grave por conta do alto volume de chuva das últimas quatro semanas.

 

Análise de 15 dias e o impacto das condições prevista para a cultura 

 

A tendência é o retorno da chuva apenas na forma de pancadas irregulares principalmente no período da tarde. A elevação da temperatura e a umidade alta sobre toda a região norte do Brasil facilita a ocorrência de pancadas típicas de verão. Mas de um modo geral, não há mais indicativos de que venham ocorrer um longo período de invernada que tanto prejudicou e causou perdas aos produtores.

 

No Sul do Brasil, o avanço de uma frente fria pelo mar ao largo da costa irá levar chuva a diversas localidades da região ao longo dos próximos dias, elevando os índices de umidade do solo o que beneficia o desenvolvimento das lavouras. E, mesmo com a previsão de chuva, não haverá prejuízos aos trabalhos de colheita, plantio e tratos culturais. A condição em grande parte da região Sul se manterá bastante favorável ao desenvolvimento das lavouras, mantendo, deste modo, boas perspectivas de produção.

 

O grande problema continua sendo a região Sudeste e agora a metade sul de Goiás, onde a ausência de chuva regular e em bons volumes que associado ao forte calor tem assustado os produtores. Os índices de umidade do solo tem caído fortemente nestes últimos dias, deixando algumas lavouras sob estresse hídrico e também térmico. Já existem relatos de lavouras em estado de murcha e poucas principalmente em Minas Gerais, que já estão em estado de murcha permanente.

 

 

Boletim de umidade do solo para a tomada de decisão

 

Segundo os modelos de previsão não há indicativos de que venham ocorrer chuvas generalizadas e nem tão pouco em altos volumes que possam reverter esse quadro preocupante ao longo dos próximos cinco dias. As chuvas só deverão retornar para essas regiões do Brasil no começo da semana que vem, sendo que chuvas generalizadas somente na virada do mês.

 

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