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A importância do cooperativismo durante abertura do 5º CNMA

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5 min de leitura

Durante a abertura do 5º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio - CNMA, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias participou da mesa-redonda “Ambiente Econômico e Político”, quando falou sobre a importância da agropecuária na retomada da economia brasileira no pós-pandemia e o acordo União Europeia – Mercosul, que está em discussão atualmente.

 

Participaram da conversa a ministra da Agricultura de Portugal, Maria do Céu Antunes e a líder da Aliança das Cooperativas Internacionais da América Latina, a uruguaia Graciela Fernandez, sob moderação da jornalista Mônica Waldvogel.

 

Tereza Cristina elogiou as produtoras rurais, evidenciando os desafios enfrentados por elas. “As mulheres sempre tiveram mais dificuldade de acesso ao crédito, à tecnologia, à inovação e também menor acesso ao cooperativismo, ferramenta da maior importância. Mas nós estamos trabalhando para mudar isso e incentivá-las cada vez mais”.

 

Sobre o setor, a ministra destacou que a agropecuária brasileira tem e terá um papel cada vez maior na recuperação da economia do país pós-pandemia. “O agro não parou durante a pandemia, apesar das adaptações necessárias na área de logística, mas conseguimos manter essa indústria a céu aberto trabalhando de forma eficiente. Produzindo, processando, distribuindo e abastecendo não só o nosso país, mas também cumprindo os nossos contratos com os mais diversos parceiros internacionais”, salientou.

 

Sobre o acordo União Europeia-Mercosul, tema de uma conversa recente com a ministra portuguesa em Lisboa, ela ressalta a complementariedade dos dois países em diversos segmentos da agropecuária. “O acordo, como um todo, tem vantagens para os dois lados, não só no agro, mas em diversos outros setores. Porém, para isso temos que colocar na mesa esse debate e discutir o que for preciso, de maneira responsável, mostrando o que temos de bom e o que precisamos avançar e melhorar. Colocando na balança, no entanto, sei que temos mais exemplos bons do que ruins. Os produtores europeus que combatem a nossa agricultura são fruto de desinformação”.

 

Tereza Cristina levantou ainda um tema delicado que vem sendo questionado por políticos europeus, que acusam o Brasil de não combater o desmatamento. “O Brasil tem leis de meio ambiente muito rígidas para o setor agropecuário e o nosso Código Florestal talvez seja um dos mais rígidos do mundo. O produtor rural tem uma porcentagem da sua propriedade em que precisa preservar a vegetação nativa; temos o CAR (Cadastro Ambiental Rural), em que estão registradas mais de 6 milhões de propriedades, e estamos sempre trabalhando para que possíveis danos que foram feitos no passado sejam reparados”, reforçou a Ministra.

 

cnma

Foto: Assessoria de Imprensa CNMA 

 

Portugal

 

Segundo Maria do Céu, a União Europeia está num modelo de construção de políticas para o continente muito voltado para fazer face ao efeito das alterações climáticas. “Todos temos a percepção de que se há atividade econômica que precise verdadeiramente ter estabilidade do ponto de vista do ambiente-clima é a agricultura”, ressaltou a ministra da Agricultura de Portugal.

 

Ela explicou ainda que o acordo entre União Europeia e Mercosul é de interesse de todos desde o primeiro momento, mas que alguns países membros ainda têm suas reservas. “Para mudar isso temos que comunicar bem, de forma transparente e aberta, aquilo que todos cremos para este acordo. Entendemos que um modelo agrícola está respaldado na gestão mais eficiente dos recursos naturais, podendo alimentar ainda outros setores da atividade econômica e que estes sejam complementares, como o Turismo e a Gastronomia”.

 

Cooperativismo

 

A líder da Aliança das Cooperativas Internacionais da América Latina, a uruguaia Graciela Fernandez falou sobre o importante papel do cooperativismo no mundo, com milhões de associados. “Estamos convencidos de que no Brasil hoje o cooperativismo agrário tem uma relevância como não se vê no restante da América e que é um modelo a ser seguido. Hoje, a maioria dos setores sociais, empresas e cooperativas, estão trabalhando para fazer as adequações necessárias para enfrentar as transformações tecnológicas referentes à 4ª Revolução Industrial”.

 

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