O clima voltou ao centro das atenções do agronegócio mundial. Enquanto a safra norte-americana enfrenta temperaturas elevadas e chuvas irregulares em uma fase decisiva para a definição da produtividade, o produtor brasileiro inicia o plantio da safra 2026/27 acompanhando não apenas as condições no campo, mas também os reflexos desse cenário sobre o mercado internacional.
A combinação entre incertezas climáticas nos Estados Unidos, demanda internacional aquecida e compras chinesas tem contribuído para manter a soja valorizada na Bolsa de Chicago. Ao mesmo tempo, no Brasil, o avanço do plantio acontece em um cenário marcado por grandes contrastes entre as regiões.
Como essas condições podem influenciar o início da safra? Quais áreas devem enfrentar excesso de chuva? Onde o calor e a irregularidade das precipitações ainda preocupam? E o que os episódios anteriores de El Niño ensinam sobre os desafios para a soja brasileira?
Essas perguntas são respondidas no novo episódio do Giro Agroclima, apresentado por Nadiara Pereira, meteorologista da Climatempo.
Assista ao episódio completo e acompanhe a análise.
O episódio mostra que a safra norte-americana segue sendo um dos principais fatores acompanhados pelo mercado neste momento. Segundo os dados mais recentes do USDA apresentados no programa, tanto soja quanto milho registram condições inferiores às observadas no mesmo período do ano passado, cenário que aumenta a sensibilidade dos preços às atualizações climáticas e aos próximos relatórios de oferta e demanda.
Enquanto isso, o produtor brasileiro começa a semeadura da nova safra. As primeiras chuvas já favorecem o avanço do plantio em parte do país, mas o comportamento da atmosfera ainda exige atenção.
No Centro-Sul, especialmente no Paraná, São Paulo e sul de Mato Grosso do Sul, a maior frequência de chuva pode garantir boa reposição de umidade no solo, mas também dificultar operações em campo e reduzir as janelas disponíveis para o plantio. Já na metade norte do Brasil, incluindo o MATOPIBA, o desafio continua sendo a combinação entre temperaturas elevadas e chuvas ainda irregulares.
Outro destaque do episódio é uma análise dos impactos observados em episódios anteriores de El Niño. Embora o fenômeno costume aumentar os riscos para a soja em algumas regiões, a experiência mostra que seus efeitos não são uniformes e variam conforme a distribuição das chuvas, a intensidade do calor e as características de cada área produtora.
Por isso, o programa reforça que o planejamento da safra será decisivo. A conservação da umidade do solo, a escolha de cultivares adaptadas às condições climáticas e o acompanhamento constante das previsões meteorológicas aparecem entre as principais estratégias para reduzir riscos durante o estabelecimento das lavouras.
Acompanhe o episódio completo e fique por dentro das principais tendências climáticas que podem influenciar o desenvolvimento da safra 2026/27 e o mercado agrícola nos próximos meses.