Ícone de alerta
Alerta anterior Próximo alerta Fechar alerta

Efeitos da ferrugem asiática na soja 2017/18

Compartilhar Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter

5 min de leitura

De acordo com a CONAB, a soja foi a mais importante cultura para a agricultura brasileira, totalizando 35,1 milhões de hectares cultivados na safra 2017/18. Diante de uma área de cultivo tão extensa com uma única cultura, o controle de doenças, principalmente da ferrugem asiática da soja tem um papel fundamental na obtenção de altas produtividades.

 

Esta doença pode causar uma redução de produtividade de soja de até 75% e com isso, se faz necessário o uso de vários métodos de controle. Dentre estes métodos está a adoção de vazio sanitário, calendarização de semeadura da cultura, semeadura de variedades cada vez mais precoces já na primeira época de plantio permitido, uso de variedades com genes de resistência, além do controle químico.

 

Por conta da falta de chuva, a semeadura da soja teve um pequeno atraso em algumas regiões, na safra 2017/18, só tendo conclusão no final de novembro, o que proporcionou um “escape” do período em que há maior severidade de ferrugem asiática. Ainda no mês de novembro, foi relatado o primeiro caso da doença em estados do Sul e Sudeste.

 

De acordo com levantamento feito por pesquisadores da Embrapa Soja, na safra 2017/18 somente o estado do Paraná registrou prejuízos devido ocorrência de ferrugem asiática. Fato que se atribui aos longos períodos de chuva nos meses de dezembro e janeiro, o que impossibilitou a pulverização para o controle químico. Nos demais estados do Brasil não houve decréscimo de produtividade causado por esta doença.

 

Em busca do controle da ferrugem asiática

 

O eficiente controle da ferrugem asiática se deu pela semeadura na época recomendada em grande parte do país, proporcionando o “escape” da doença, assim como o uso de fungicidas de modo consciente pelos agricultores, alternando diferentes ingredientes ativos durante o ciclo da cultura e, associando fungicidas multissítios nas aplicações com os de sítio específico para controle do fungo. Esta ação minimizou os riscos da seleção de populações resistentes do fungo Phakopsora pachyrhizi – causador da ferrugem asiática - aos fungicidas utilizados.

 

Os primeiros indícios de perda de sensibilidade de P. pachyrhizi a triazois foi detectada em 2007, seis anos após o início da utilização deste grupo químico em lavouras de soja para controle desta doença. Para estrobilurinas, o fungo apresentou os primeiros indícios de perda de sensibilidade em 2012, dez anos após o início da utilização comercial de ingredientes ativos pertencentes a este grupo químico. No caso de carboxamidas foram somente três anos desde o início do uso em áreas comerciais de soja até o primeiro relato de perda de sensibilidade de P. pachyrhizi.

 

A frequência de mutação em populações de P. pachyrhizi ainda é baixa e há a possibilidade que, através do correto manejo de resistência para ingredientes ativos pertencentes a este grupo químico, estes possam continuar desempenhando boa eficiência no controle da doença, sendo mais uma alternativa para o produtor rural.

 

Agrotalk: a nova plataforma sobre Clima e produtividade no campo

 

Leia no Blog do Agroclimapro outras informações e análises sobre as culturas 

 

Para saber maiores informações de como se planejar com antecedência e tornar o clima seu grande aliado basta consultar www.agroclimapro.com.br

 

Veja como a informação meteorológica pode ajudar a tomar a decisão dentro do campo:

Análise de volume de chuva para a área produtora

Experimente ter monitoramento em tempo real da sua fazenda

+ mais notícias