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Bahia prevê crescimento de 15% na produção de algodão

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Com estimativa de produzir 2,8 milhões de toneladas de algodão em pluma, aumento de 31% em relação à safra 2017/2018, o Brasil deve bater dois recordes na temporada 2018/2019: produção e exportações.

 

Segundo dados da Abrapa (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão), a estimativa é embarcar dois milhões de toneladas de pluma este ano, contra 1,3 milhões de toneladas da safra anterior. Se confirmado, o país alcançará o posto de segundo maior exportador mundial da fibra, atrás apenas dos Estados Unidos.

 

Bahia prevê crescimento de 15% na produção de algodão

 

Na reta final do cultivo do algodão, a previsão é que a Bahia tenha uma produção de 1,5 milhões de toneladas (caroço e pluma) com uma produtividade de 300 arrobas /hectare. A previsão é de crescimento de 15% na produção em relação ao ano passado baseado no incremento de 25,5% de área cultivada, principalmente na região Oeste da Bahia, alcançando os 331.028 mil hectares. Os dados são da Abapa - Associação Baiana dos Produtores de Algodão.

 

O relatório mantém a expectativa da entidade para mais uma boa safra, consolidando a retomada da produção da fibra no estado depois das perdas por conta da estiagem prolongada na safra 2015/2016. A Bahia é o segundo maior produtor de algodão do Brasil, com a participação de 25% da safra nacional.

 

“Em meados de maio, as lavouras encontram-se em fase reprodutiva, em suas maiorias com estruturas do terço médio e superior já definidas, algumas situações já com 60% de destas estruturas observadas são capulhos o que sinaliza início de colheita no prazo de 30 dias.  A recomendação é que os produtores continuem firmes e atentos nos últimos cuidados em relação ao manejo no combate a pragas e doenças até a colheita, o que na maior parte das áreas agrícolas, deverá ser iniciada em junho”, reforça o presidente da Abapa, Júlio Busato.

 

Foto: Divulgação Abapa

 

Cerca de 40% do algodão baiano é exportado para países asiáticos, como Indonésia, Bangladesh e Vietnã, e 60% é comercializado para as indústrias têxteis no Brasil. “Temos uma qualidade da pluma reconhecida pelo mercado e estamos tentando avançar ainda mais.O produtor tem investido em tecnologia, máquinas, insumos, variedades, buscando sempre aumentar a produtividade e reduzir o custo”, afirma Busato.

 

Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), a exportação do algodão atingiu recorde com o embarque de 1,04 milhão de tonelada de pluma entre julho de 2018 e abril de 2019, o que pode levar o País a se tornar o segundo maior exportador de algodão do Mundo.

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