Uso do pré-secado com forrageiras híbridas na pecuária leiteira

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Como definição, pré-secado é qualquer forragem (gramínea ou leguminosa), emurchecida e armazenada de forma compacta para eliminar ao máximo a presença de oxigênio, podendo atingir de 40% a 60% de matéria seca (MS) e acondicionada em silos trincheira ou em fardos envoltos com filmes de polietileno.

 

O pré-secado surgiu da necessidade de se armazenar o excesso de forragem em determinada época do ano para ser oferecida posteriormente em um momento de pouca ou nenhuma oferta de forragem, e quando a produção de feno é desafiadora pelas condições climáticas.

 

No Brasil, de forma geral, o crescente desenvolvimento da pecuária leiteira com o aumento de vacas confinadas, seja em free-stall ou compost barn, e a melhoria significativa da qualidade das silagens de milho – até então única fonte de volumoso, estão forçando as fazendas a procurarem mais alternativas de volumoso, uma vez que o interesse em produzir pré-secado também vem aumentando.

 

O uso de forragens temperadas como aveia, azevém e alfafa, na produção de pré-secado, já tem robustos trabalhos, equipamentos e recomendações que auxiliam o produtor no processo para produzir com qualidade. Porém, o mesmo não ocorre quando o assunto são as forragens tropicais, como as do gênero Brachiaria e Panicum.

 

As forrageiras tropicais apresentam grande produção de matéria seca na época do verão, quando também se concentra a maior parte das chuvas, dificultando o processo de desidratação da planta.

 

Pensando nesse desafio, os híbridos de Brachiaria podem apresentar vantagem por ter um sistema radicular mais profundo e ramificado, proporcionando 30% da produção de matéria seca anual no período seco do ano.

 

A gama de diferentes tipos de forrageiras tropicais e a dificuldade dos equipamentos em colher e processar grandes volumes de forragens a fim de proporcionar uma desidratação uniforme são alguns dos desafios a serem vencidos. Porém, a comprovação da qualidade dos materiais forrageiros desenvolvidos atualmente nos traz a certeza de grandes avanços quanto ao uso e evolução potencial das forrageiras para a nutrição animal.

 

Por Paulo Gallo, zootecnista

 

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