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Feriado deve aquecer mercado de flores

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6 min de leitura

Em datas especiais, o otimismo do produtor de flores aumenta. Tanto que, embora a maioria tenha reduzido a produção durante a pandemia da Covid-19, alguns se arriscaram e apostaram no Dia de Finados. A Cooperativa Veiling Holambra, a mais completa cooperativa de flores e plantas do Brasil, avalia que alguns produtos, mais específicos para a data, podem não atender toda a demanda.

 

Mesmo diante das dificuldades, a expectativa da Cooperativa Veiling Holambra, que reúne cerca de 400 produtores de flores, é de ter, um bom resultado. Alguns poucos produtores decidiram arriscar e aumentar a produção para recuperar as perdas do início da pandemia, mas, a maioria, ainda receosa pelos prejuízos, optou por reduzir a produção ajustando-a ao mercado.

 

“Com a previsão de quantidades menores, as perspectivas são de que os preços possam ser melhores. Por isso, de modo geral, esperamos crescer neste período ao menos 10% no faturamento de produtos específicos para a data, em relação ao ano anterior, mesmo com uma regressão entre 15% e 20% quanto ao volume”, avalia Jorge Possato Teixeira, CEO da Cooperativa Veiling Holambra.

 

Os produtos mais comercializados nesta época pela Veiling são os Crisântemos em geral, Antúrios, Kalanchoes e Kalanchoes dobrados e os produtos da linha de suculentas em geral. Essas flores e plantas destacam-se pela delicadeza e colorido e pela facilidade de cuidados e de manutenção.

 

Rancho Raízes - crisântemos (7).

Foto: Rancho Raízes - crisântemos - Cooperativa Veiling

 

 

Na previsão da Cooperativa, não devem faltar flores para os consumidores nesta data. No entanto, considerando a regressão nos volumes dos produtos típicos para Finados, e havendo um aquecimento nas vendas de última hora, certamente a oferta de algumas variedades poderá ser menor e não atender toda a demanda. 

 

Produtores otimistas 

 

De maneira geral os produtores de Holambra estão otimistas com a data, mesmo os mais cautelosos, que ainda mantêm a produção retraída. O produtor de crisântemos, Pedro Pennings, da Maggy Flores e Plantas, diminuiu a produção regular semanal em 20%, devido a pandemia. Para o pico de Finados, não houve aumento da produção em relação ao ano passado, pois como o ciclo dos crisântemos é de cerca de 12 semanas (três meses), os lotes foram plantados entre 28 de julho a 05 de agosto, no auge da pandemia na região de Campinas, onde está localizada Holambra. Mas o produtor informa que está normalizando a produção gradativamente, que estará estabilizada até o final do ano. 

 

Ele investiu nos crisântemos polares brancos e amarelos, principais demandas do mercado para esta época, e nas margaridas de cores variadas e vibrantes, oferecendo grande variedade de cores e formatos para os clientes, que compram grandes quantidades para o feriado. As flores são plantadas em vasos de barro, os mais tradicionais para cemitérios, e, em menor quantidade, no vaso de plástico.

 

Foto: Maggy Flores

 

Os produtores Johnny e Bete Kortstee, da Isidorus Flores, que cultivam roseiras em vaso de vários tamanhos e Bola Belga, embora tenham expectativa positiva para as vendas para Finados, ficaram com “um pé atrás” ao perceber, ainda em agosto, um certo receio de vários clientes com relação a possibilidade de não abertura dos cemitérios ou a alguma nova informação sobre o aumento dos casos de Covid-19.

 

“Por isso, nós diminuímos a produção de Bola Belga pote 20 pela metade em relação ao ano passado, mas aumentamos em 4% a produção de roseiras nos potes 8, 11 e 15 na cuia 21”, informa Bete Kortstee. O cuidado foi para evitar novos prejuízos. “Nós não vendemos toda a produção plantada, ainda. Nos anos anteriores já tínhamos quase tudo vendido nesta mesma época”, diz. 

 

Já a equipe do Rancho Raízes aumentou a produção de Crisântemos em 18% a partir de agosto, em relação a 2019. Otimista com a data, está disponibilizando 54 variedades em diferentes formas, tamanhos e cores (amarelo, creme, verde, branco, vermelho, laranja, roxo e rosa, entre outros). 

 

O Grupo Swart, produtor de Kalanchoes, também está entre os que decidiram aumentar a produção para Finados. Plantaram 150 mil vasos extras para atender a demanda de Finados. Com ciclos de 15 semanas a 18 semanas, dependendo do tamanho, o plantio desta colheita foi em julho, diante de muitas incertezas no mercado. A aposta foi positiva. “Registramos um aumento de produção em torno de 10% a mais em relação ao ano passado. Nós acreditamos que o pior da pandemia já teria passado antes desta data e que o consumo aumentaria. Acertamos, pois já temos em torno de 70% da produção comercializada antecipadamente e a nossa expectativa é a de que o resultado seja melhor do que o do ano passado”, diz Victor Villa Nova.

 

O Kalanchoe tem um posicionamento muito bom para a data de finados, pois é uma flor de baixo custo, grande durabilidade e é encontrada com facilidade. Para a data, segundo Victor, o Grupo Swart trabalhará os Kalanchoes bicolores, variedade trazida da Dinamarca e lançada esse ano no Brasil.

 

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