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Estiagem paralisa crescimento das pastagens no RS

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Foto: Jessica Nascimento - Joia- RS

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Foto: Jessica Nascimento - Joia- RS

 

A recorrente falta de chuvas no Rio Grande do Sul tem tornado crítica a situação das pastagens, principalmente em locais de solos mais rasos ou com textura arenosa, paralisando o crescimento dos campos nativos e das pastagens cultivadas. Muitas espécies forrageiras já não suportam mais o pastejo, e a redução na oferta de pastagens tem levado muitos produtores a aumentar o uso de silagem e feno ou a ajustar a lotação de animais a campo.

 

Bovinocultura de corte

 

Assim como ocorre com o desenvolvimento das pastagens, as condições dos rebanhos variam muito. Onde ocorreram precipitações e as forrageiras conseguiram ofertar alimentos, os rebanhos apresentam ganho de peso, principalmente os animais conduzidos em áreas de pastagens anuais de verão. Já onde a estiagem está restringindo o desenvolvimento das plantas, os bovinos vêm tendo dificuldades para manter o escore corporal.

 

Bovinocultura de leite 

 

O baixo índice pluviométrico diminuiu a quantidade e a qualidade das pastagens e a capacidade de suporte forrageiro aos animais; porém, as matrizes que continuam recebendo suplementação vêm mantendo as condições corporais.

 

Estiagem castiga pastagem e lavoura no noroeste do RS

 

 

Ovinocultura 

 

Os rebanhos seguem com bom estado corporal, mesmo com a menor disponibilidade de pastagens, pois a conformação mais baixa das espécies campestres favorece o consumo pelos ovinos. A falta de chuvas diminuiu a incidência de verminose e de problemas de casco.

 

Na maioria das propriedades, as matrizes e os reprodutores estão sendo preparados para a reprodução. Em algumas, como nas criações laneiras, os produtores já iniciaram a temporada de cobertura.

 

Tendência do Clima nos próximos dias 

 

Neste começo de semana há condições para pancadas de chuva na Região Sul do Brasil. Os maiores acumulados são esperados no Paraná. Em Maringá, o acumulados pode ultrapassar os 60mm no decorrer dos próximos dias. O calor pode diminuir um pouco, mas não faz frio. No Rio Grande do Sul, há previsão de chuva pontual e de curta duração. O calorão de 40ºC diminui, principalmente no interior. 

 

No Sudeste, há previsão de bastante chuva com previsão de mais de 150mm de chuva, principalmente no centro-sul de Minas Gerais, incluindo áreas do estado de São Paulo como a faixa leste, Vale do Paraíba e áreas próximas e de divisa com Minas Gerais como o triângulo mineiro. 

 

No Matopiba, os produtores enfrentam chuva nos próximos dias. No oeste da Bahia, a chuva persiste e a pouca luminosidade tem prejudicado o desenvolvimento das lavouras.

 

No período de 09 a 15 de janeiro, ainda chove bastante entre São Paulo e Minas Gerais. A chuva aumenta em Mato Grosso do Sul com maia de 100mm previstos no centro-norte do estado.

 

No Sul do Brasil, há uma tendência de chuva em torno de 100mm entre o leste de Santa Catarina e do Paraná. No oeste destes dois estados, há uma possibilidade de baixos acumulados de chuva.

 

Entre o oeste da Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e do Piauí, a chuva continua neste período de 09 a 15 de janeiro. Os acumulados podem ficar entre 90 e 100mm o que pode atrapalhar os trabalhos no campo. Em Mato Grosso volta a chover forte e pode paralisar momentaneamente a colheita da soja no estado.        

 

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