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Sul do BR pede apoio para minimizar os impactos da estiagem

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7 min de leitura

Foto: Patricia Prasniewski - Nova Laranjeiras - PR

 

Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul e parte do Mato Grosso do Sul já contabilizam prejuízos com a falta de chuvas e recorrem ao Governo Federal em busca de apoio na renegociação de dívidas e agilidade no pagamento do seguro agrícola para os produtores rurais.

 

Nesta última segunda-feira (03/01), os secretários da Agricultura dos quatro estados participaram de reunião virtual com o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/Mapa), Guilherme Soria Bastos Filho, para apresentar os cenários e as demandas.

 

“Essa reunião foi resultado de uma conversa que tivemos com a ministra Tereza Cristina na última semana, quando relatamos as dificuldades enfrentadas pelos produtores catarinenses. Nós estamos direcionando nossas ações para agilizar os decretos de emergência dos municípios e também a elaboração dos laudos para liberação do Proagro. A nossa solicitação principal para o Ministério da Agricultura é a criação de um crédito emergencial para aqueles produtores que perderam sua fonte de renda”, destaca o secretário da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina, Altair Silva.

 

 

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Foto: Rosemari Montanher - Atalaia - PR

 

Em Santa Catarina, as regiões extremo oeste, oeste e meio oeste são as mais afetadas. A média atual de precipitações nesses locais é de, respectivamente, 20, 31 e 46 milímetros - sendo que o esperado seria uma média em torno de 150 mm. A principal preocupação do setor produtivo é a quebra na safra de milho - tanto milho grão quanto silagem - que deve impactar diretamente as cadeias produtivas de carne e leite.

 

O secretário Altair Silva explica que no extremo oeste a colheita de milho esperada deve ter uma redução de até 50% e a expectativa de safra estadual já está sendo reduzida.

 

“Nós esperávamos uma safra voltando à normalidade com 2,7 milhões de toneladas colhidas, já estamos revendo esses números e talvez nossa colheita não passe de 1,9 milhão de toneladas. O que atinge diretamente o setor produtivo de carnes e leite, sem contar o prejuízo dos produtores de grãos”.

 

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Municípios com decreto de emergência

 

Até o momento o estado conta com 67 municípios com decretos de emergência publicados ou em vias de publicação e 1.500 famílias rurais que perderam sua fonte de renda devido à estiagem, principalmente produtores de grãos e silagem.

 

Nos outros estados do Sul, a situação é semelhante. Segundo o secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, os prejuízos calculados são bilionários, principalmente nos cultivos de soja, milho e feijão.

 

“Nós trabalhávamos com uma colheita de 21 milhões de toneladas de soja, hoje já reduzimos a expectativa para 13 milhões de toneladas e esse quadro tende a ter uma evolução para pior”, disse Ortigara.

 

No milho, o cenário é ainda mais preocupante. O estado pretendia colher 4,2 milhões de toneladas e reduziu a estimativa para 2,4 milhões de toneladas. São 144 municípios paranaenses com decretos ou sinalizando fazer decretos de emergência. No Rio Grande do Sul, são 110 municípios afetados.

 

Ainda esta semana haverá uma nova reunião com a equipe técnica do Ministério da Agricultura para apresentar as ações disponíveis para os produtores rurais que tiveram prejuízos devido à falta de chuvas. O Governo Federal trabalha ainda com a possibilidade de uma visita da ministra Tereza Cristina aos estados do Sul.

 

Tendência do Clima

 

A chuva retorna neste início de janeiro para o Sul do país, porém beneficia mais a primeira safra de milho do Paraná que a safra do Rio Grande do Sul. Os maiores acumulados deverão acontecer no Paraná nos próximos dias. A região de Maringá deve receber em torno de 60mm de chuva. Nas demais áreas do Sul a chuva deve ocorrer de forma mais localizada e de baixos volumes. A precipitação será mais intensa na segunda quinzena de janeiro sobre o Rio Grande do Sul.

 

Já ao longo desta primeira quinzena do mês, a chuva será mais volumosa e frequente no Sudeste, Centro-Oeste, Matopiba, Pará e Rondônia.

 

Cana de açúcar

 

A primeira quinzena de janeiro será chuvosa em parte das áreas produtoras. A chuva será forte e volumosa sobre boa parte do Centro-Oeste, principalmente em Goiás. Pelos próximos dias a previsão ainda indica altos volumes pelo sudeste do país, estão previstos mais de 100mm de chuva entre o centro e sul de Minas Gerais, leste, norte e centro de São Paulo. Na segunda quinzena de janeiro, espera-se tempo mais seco e com maior calor nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

 

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