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Qual a vulnerabilidade da água do cerrado?

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3 min de leitura

A Embrapa Gestão Territorial divulgou, nesta semana, um relatório com levantamento geo referenciado de todo o cerrado brasileiro, mostrando as regiões onde as águas subterrâneas são mais vulneráveis e correm maior risco de contaminação. É um trabalho inédito, que foi realizado por meio de imagens de satélite e dados dos bancos de informações da Embrapa -- e poderá agora ajudar a priorizar as áreas que merecem uma atenção maior da fiscalização e de ações de proteção.

"Levamos em conta os dados de solo, de profundidade, de chuvas e outras características naturais, para verificar o grau de proteção do lençol freático em cada área e classificamos cada uma quanto ao grau de vulnerabilidade à contaminação”, destacou Cláudio Spadotto, gerente-geral da Embrapa Gestão Territorial. Segundo informou, foram quatro os gradientes de vulnerabilidade considerados – muito baixo, baixo, médio e alto – e está tudo mapeado para todas as regiões do Cerrado.

Como se vê, trata-se de uma efetiva ferramenta para estudos complementares ou planejamento de medidas de proteção nas áreas mais vulneráveis, principalmente considerando que em breve o país terá os dados do CAR – Cadastro Ambiental Rural, com um perfil produtivo e de ocupação do campo brasileiro. Lembrando que 77% da área das propriedades rurais já foi cadastrada e que metade dos produtores que se cadastraram aderiu espontaneamente ao Plano de Regularização Ambiental.

De acordo com a Embrapa, a escala desse primeiro levantamento sobre os lençóis freáticos é bastante abrangente e agora será possível focar as regiões mais críticas para realizar estudos mais profundos sobre os riscos de contaminação, em geral associada a defensivos agrícolas, resíduos da pecuária, fertilizantes químicos e jazidas de mineração. A empresa também informa que esse tipo de levantamento será ampliado para outros biomas e regiões produtivas do país.

 

Coriolano Xavier

Sócio Diretor da Biomarketing

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