Previsão do tempo para o Agro: Chuvas irregulares e calor intenso impactam lavouras de soja, milho, café e algodão

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Semana de 26 de Janeiro a 01 de Fevereiro: a Pancadas moderadas ajudam soja e milho no Brasil central, mas o calor intenso e a falta de chuva preocupam café Conilon no ES e lavouras no RS.

Pela meteorologista Dayane Nascimento Figueiredo

Nesta semana, a umidade da Amazônia continua se espalhando entre as regiões Centro-Oeste e Sudeste, favorecendo a ocorrência de chuvas em forma de pancadas moderadas. Os maiores volumes, entre 40 e 70 mm, são esperados em áreas de Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, centro e sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, contribuindo para a manutenção da umidade do solo e o desenvolvimento das lavouras.

Como as chuvas no Brasil central ocorrem de forma intercalada com períodos de melhoria, as atividades de colheita da soja não devem sofrer grandes impactos. Em contrapartida, o tempo seco e quente predomina no norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, podendo intensificar o estresse térmico em lavouras de café Conilon no estado capixaba.

Região Sul

No Sul do Brasil, a semana será marcada por pouca chuva. A partir de quarta-feira, alguns episódios isolados e passageiros podem atingir áreas entre o norte do Rio Grande do Sul e o interior do Paraná. Os maiores volumes, entre 15 e 30 mm, são esperados para o leste de Santa Catarina e leste e norte do Paraná.

O principal destaque da região é a elevação das temperaturas máximas. O Rio Grande do Sul deve enfrentar um período prolongado de estresse térmico e hídrico, com máximas variando entre 35°C e 38°C, especialmente no centro, oeste e norte do estado, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro.

Norte e Nordeste

As instabilidades seguem atuando com força entre as regiões Norte e Nordeste. Chuvas mais intensas devem ocorrer no meio-oeste da região Norte, com volumes que podem superar 100 mm em áreas do Amazonas, Acre e Rondônia.

Chuvas moderadas, entre 40 e 70 mm, também são previstas para o interior do Pará, Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará e a faixa oeste do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco. Na Bahia, os eventos de chuva serão mais isolados, com pouca precipitação no interior. Volumes entre 20 e 40 mm podem atingir o extremo oeste e norte do estado.

Impactos nas principais culturas

Café

Chuvas moderadas continuam atingindo áreas produtoras do centro-sul, entre o norte do Paraná, São Paulo e centro-sul de Minas Gerais, com volumes entre 40 e 70 mm até quinta-feira. A partir de sexta-feira, o avanço de uma frente fria reforça as instabilidades, trazendo chuvas mais persistentes e queda de temperatura no fim de semana.

Já no norte de Minas Gerais, Espírito Santo e interior da Bahia, as chuvas seguem fracas e isoladas, com predomínio de tempo aberto e calor, condição desfavorável para o café Conilon.

Soja

As chuvas se concentram nas áreas produtoras do Paraná, São Paulo, centro-sul de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, sul de Goiás e Mato Grosso, com volumes entre 40 e 70 mm. No fim de semana, a frente fria reforça as instabilidades no Sudeste e Centro-Oeste.

No Rio Grande do Sul, o cenário é de pouca chuva e calor intenso, com temperaturas entre 35°C e 38°C, aumentando o estresse térmico e hídrico nas lavouras.

Milho

Chuvas moderadas atingem áreas produtoras do Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, sul de Goiás, São Paulo e centro-sul de Minas Gerais. A partir de sexta-feira, as instabilidades se intensificam no Sudeste e Centro-Oeste.

No interior do Nordeste e no Rio Grande do Sul, o tempo segue mais seco e quente, elevando o risco de estresse hídrico, principalmente no interior gaúcho.

Cana-de-açúcar

As principais áreas produtoras do centro-sul recebem chuvas regulares, com volumes entre 40 e 70 mm até quinta-feira. No fim de semana, a chegada da frente fria deve manter o tempo mais fechado e temperaturas mais amenas, favorecendo o desenvolvimento da cultura.

Algodão

A umidade da Amazônia mantém chuvas em forma de pancadas moderadas sobre as áreas produtoras do Brasil central. Já na Bahia e em grande parte do interior nordestino, o tempo seco e quente ganha força, elevando o estresse térmico nas lavouras.

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