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Ainda podemos ter La Niña em 2017?

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4 min de leitura

Durante os últimos dias houve um intenso comentário nas redes sociais sobre uma possível ocorrência do fenômeno LA NIÑA (2017/2018). Esse fenômeno pode ser responsável pela acentuada diminuição de chuva na região Sul do Brasil e aumento da precipitação em parte das regiões Norte e Nordeste.

 

Dessa forma muitos agricultores, principalmente da região Sul do Brasil entraram em contato com a Climatempo nos últimos dias preocupados com o planejamento do plantio que está se iniciando. Este texto terá por objetivo explicar o que realmente está acontecendo nas águas do Pacífico e se o fenômeno LA NIÑA é um fenômeno real para os próximos meses.

 

Figura 1 – Nino 3.4 – Oceano Pacífico Equatorial

 

De acordo com a literatura especializada, para ser considerado um episódio de La Niña a anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) deve persistir com valores inferiores ou iguais a – 0,5 °C por 5 períodos de 3 meses consecutivos na região Nino 3.4 (Figura 1). Além disso, as anomalias devem estar previstas para persistir por mais 3 meses consecutivos.

 

Figura 2 – Anomalia de TSM – Nino 3.4

 

Avaliando o comportamento do oceano Pacífico nos últimos meses podemos observar que as anomalias de TSM ficaram positivas de abril até o final julho deste ano na região do Nino 3.4, descaracterizando completamente um fenômeno de La Niña (Figura 2).

 

Figura 3 – Anomalia de temperatura da superfície do mar (TSM)

 

Porém o que chamou bastante atenção e causou essa falsa impressão de uma possível La Niña, foi o resfriamento das águas do Pacifico Central e Leste a partir de agosto (Figura 3). Entretanto esse resfriamento não é suficiente para caracterizar o fenômeno La Niña e não será suficiente até o final deste ano. Ou seja, não há previsão de configuração de La Niña e os modelos numéricos indicam a permanência da condição neutra até o início de 2018.

 

Não se deve, no entanto, confundir neutralidade com normalidade climática. Mas os agricultores podem ficar despreocupados. Apesar de estar previsto o atraso do período chuvoso para a região Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, a tendência é de estabilização do período chuvoso a partir do final de outubro, influenciando de forma positiva no processo de plantio.

 

Para saber mais como se planejar para no plantio para os meses que estão por vir consulte o site AgroclimaPRO.

 

Referência:

Climate Prediction Center / NCEP – NOAA

 

Texto: Vitor Hassan e Patricia Diehl Madeira - Meteorologistas

 

Veja também: El Niño e La Niña: a história contada desde o início

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