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Helicoverpa preocupa agricultores de soja

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4 min de leitura

Identificada em 2013, a Helicoverpa armigera é uma lagarta que preocupa muito os agricultores devido a seu poder de destruição. É uma praga com alto grau de polifagia, que ataca várias espécies. Além da soja e do algodão, a lagarta também utiliza como hospedeiro os cultivos de milho, feijão, sorgo, tomate, e outras inúmeras espécies agrícolas e selvagens, o que torna seu manejo ainda mais complexo.

 

A fase que compreende o início do florescimento da soja até o início da formação de vagens tem se mostrado o momento de maior exposição ao ataque de lagartas. Estudos mostram que a proteção das estruturas reprodutivas (flores e vagens pequenas) é fundamental para garantir uma produtividade satisfatória.

 

De acordo com o agrometeorologista da Climatempo Marco Antônio Santos, em quase todas as regiões produtoras de soja do Brasil já há registros de ataque da Helicoverpa. Sendo que os maiores focos da praga estão no Centro-oeste, cerrado mineiro e no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. “Com exceção do oeste do Paraná, todas as demais regiões produtoras da região Sul não apresentam grandes infestações dessa praga. Mesmo em áreas onde vem se plantando soja com a tecnologia INTACTA, há relatos de ataque de Helicoverpa”, afirma o agrometeorologista.

 

Como as previsões são de muita chuva para os próximos dias em grande parte das regiões atacadas, poderá haver uma diminuição no ataque dessa praga nas lavouras de soja. “O grande problema esse ano foi um início de primavera muito seco em todas as regiões produtoras do Sudeste, Centro-oeste e do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Com isso, a mariposa encontrou condições mais do que ideais para sua proliferação e está dando muita dor de cabeça para o sojicultor”, explica Santos.   

 

Ainda segundo o agrometeorologista, como há previsão de chuvas regulares e até mesmo em volumes acima da média em grande parte das principais regiões produtoras de soja do Brasil, a tendência é que as condições meteorológicas não sejam tão favoráveis à proliferação da Helicoverpa armigera.  “No entanto, como a pressão dela está grande, o produtor ainda tem que monitorar suas lavouras muito bem, pois, mesmo com o retorno das chuvas regulares, a tendência é que ainda haja focos de lavouras atacadas pela lagarta nas próximas semanas”, conclui o especialista.

 

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