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Colheita do arroz avança no RS

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5 min de leitura

Nesta quinta-feira (26) o tempo continua aberto em grande parte do Brasil, com possibilidade de eventuais pancadas de chuva sobre o centro-norte do Mato Grosso, Pará, Tocantins, Rondônia, regiões do sul do Maranhão e do Piauí.

 

No Rio Grande do Sul, o tempo seco tem possibilitado o rápido avanço da colheita da soja, milho e arroz, em que o trabalho já entra na reta final. Como não há previsão de chuva para os próximos dias, a colheita seguirá avançando sem grandes transtornos.

               

A situação é a mesma no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, em que a diminuição da instabilidade mantém uma condição bastante favorável a colheita e também aos tratos culturais na cultura do algodão. Como há previsões de algumas pancadas bem isoladas, pode ocorrer apenas paralisações bem pontuais e momentâneas na colheita, mas nada que gere prejuízos aos produtores.

 

Seca nas lavouras

 

O tempo extremamente seco e temperaturas em gradativa elevação trazem preocupação aos produtores que estão vendo suas lavouras de milho, feijão, girassol, sob estresse hídrico e com reduções em seus potenciais produtivos. É previsto que o tempo aberto e a ausência de chuva generalizada continuem ao longo dos próximos dias, devido a um bloqueio atmosférico que está sobre a região central do País, impedindo o avanço das frentes frias.

 

A boa notícia, é que o bloqueio já está perdendo força, e com isso, na semana que vem as frentes frias conseguirão avançar sobre o interior do Brasil e levar chuva a diversas localidades que hoje estão secas. O Paraná e São Paulo, são as regiões mais afetadas pela estiagem, onde a ausência de chuva desde o domingo de Páscoa – última boa chuva registrada -, mantém os solos com níveis extremamente baixos de umidade, comprometendo seriamente o desenvolvimento das lavouras.

 

Outro fato que preocupa os produtores, é o plantio tardio do milho neste ano, que fez com que entre 40 e 50% das lavouras entrassem em fase de pendoamento justamente no período mais seco, que está sendo a 2ª quinzena de abril e comecinho de maio. Essa é a fase mais crítica ao déficit hídrico, a perda no potencial produtivo das plantas já é fato e mesmo que a chuva retorne nos primeiros dez dias de maio, tais perdas serão irreversíveis.

 

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Produção do milho

 

É previsto uma produção de milho safrinha abaixo dos 60 milhões de toneladas e uma produção final de milho total no Brasil abaixo dos 88 milhões de toneladas, já que todas as regiões produtoras estão sofrendo esse estresse, além do Paraná os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, e centro-sul de Goiás, também enfrentam a estiagem. Para o setor sucroalcooleiro, o tempo seco tem colaborado para que a colheita da cana-de-açúcar avance sem grandes transtornos, sendo que a média de produtividade das lavouras apresenta-se boa, dentro de uma perspectiva de produção um pouco baixo dos 590 milhões de toneladas.

 

Porém, a previsão é de que o mês de maio seja com chuva mais frequente, o que impactará no pleno avanço da colheita. Assim, pode ser que ocorram paralisações constantes, mas nada que traga prejuízos ao setor, pelo contrário, o retorno da chuva possibilitará a retomada do desenvolvimento das lavouras que ainda estão em fase de desenvolvimento.     

 

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Com relação ao frio extremo, não há nenhum indicativo de que as temperaturas caiam bruscamente ao longo dos próximos sete dias, pelo contrário, devido a um bloqueio, as temperaturas irão se elevar.

 

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