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Balanço de oferta e demanda do milho

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A safra 2018/19, com a colheita encerrada e a comercialização chegando ao seu final, deve gerar um estoque de passagem de, no mínimo 13 milhões de toneladas, permitindo uma queda da relação estoque/consumo de 18,6% para 12,5%, o que pode ser um complicador para o início da próxima safra, visto o atraso no plantio da safra 2019/20, em alguns estados.

 

Esta queda se dá, sobretudo, pelo alto volume de milho exportado no país, que está estimado em 40 milhões de toneladas, vez que já foram embarcadas 35,2 milhões de toneladas de fevereiro a novembro de 2019, restando pouco mais de 4,8 milhões de toneladas, com uma expectativa para dezembro de 2,4 milhões de toneladas. 

 

Assim, a estimativa acima é bem plausível, visto que o preço doméstico do milho está mais vantajoso que a paridade de exportação, fazendo com que não haja novas comercializações do cereal com as tradings, apesar da valorização cambial.

 

As importações, por sua vez, tiveram um incremento e estão estimadas em 1,3 milhão de toneladas, uma vez que o Brasil já internalizou 1,2 milhão, sendo 92% de origem paraguaia e 7,9% de milho argentino. Os principais destinos foram: Santa Catarina com 49% do volume importado, Rio Grande do Sul com 39,9% e Paraná com 8,4%. 

 

Para a safra 2019/20, segue a estimativa de 68,1 milhões de toneladas, com forte presença das usinas de etanol de milho neste mercado e com perspectiva de crescimento mais acentuado para os próximos anos, o que tem mudado a dinâmica de comercialização do cereal no país.

 

Com a estimativa de 34 milhões de toneladas de exportação e o estoque inicial de 13,0 milhões, o estoque final deve chegar a 10,3 milhões de toneladas, sendo pouco mais de um mês de consumo, gerando um cenário de atenção e preocupação em relação ao abastecimento de milho no país e, também, na manutenção de preços elevados.

 

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