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E depois da neve? O que acontece nas áreas produtoras de trigo?

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6 min de leitura

Após a passagem da frente fria, que provoca a neve nos estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina e até mesmo com chance de formação de outros tipos de precipitação invernal (chuva congelada, por exemplo), o tempo volta a ficar seco na maior parte da Região Sul. Com o avanço da massa de ar polar, as temperaturas caem de forma brusca e o risco de geada pode impactar boa parte do sul brasileiro, que são as áreas com a maior produção de trigo do país.

 

Geada e o trigo

 

A geada tardia implica em vários fatores que são ruins para alguns setores da economia dos estados sulistas. Temperaturas próximas ou abaixo dos 4°C e congelamento das superfícies gramíneas podem impactar diretamente alguns tipos de cultura, como o trigo.

Segundo o IBGE, a estimativa de produção de trigo para este mês de agosto é de 7,4 milhões de toneladas, o que aponta um crescimento de 6% com relação ao mês anterior.

 

Impactos da geada na cultura

 

No Paraná, o maior produtor de trigo do país, que representa 50% das lavouras nacionais a expectativa de produção é de 3,6 milhões de toneladas no mês de agosto, também com as informações do IBGE. Com a expectativa da geada para esta sexta-feira (21) no sudoeste paranaense e de geada para o sábado em todo o centro e oeste do estado, podem acontecer impactos na produção da cultura em meio à estimativa mensal de produção.

 

No Rio Grande do Sul a previsão é que a entrada da massa de ar seco ocorra de forma mais abrangente. As áreas próximas de Santa Maria, da Campanha Gaúcha, do oeste e noroeste do estado devem apresentar temperaturas próximas ou abaixo dos 4°C e estão propícias para a formação de geada nesta sexta-feira (21). Conforme a massa de ar seco avança, as áreas com possibilidade de formação de geada se expandem no sábado (22) e cobrem também o sul Gaúcho, até mesmo nas áreas próximas de Pelotas, Canguçu, do Chuí e todas as áreas da Campanha Gaúcha, na Região Metropolitana de Porto Alegre e os arredores, a porção central do estado, incluindo também o norte, noroeste e a Região Serrana. Como algumas das áreas agrícolas ainda estão com as culturas em desenvolvimento, a geada pode trazer diminuição na expectativa de produção agrícola até o final deste mês de agosto.

 

Neste domingo (23) o tempo volta a ficar seco em quase toda porção Sul do Brasil. Há previsão de geada apenas em áreas do norte e Serra Gaúcha, na Serra Catarinense e no sul do Planalto de Ponta Grossa. Já na segunda-feira (24) as temperaturas devem ficar baixas a ponto de formar geada apenas nas áreas das Serras Gaúcha e Catarinense. O tempo fica estável e sem chuva em toda a Região, com muitas nuvens no leste do Paraná e isto impede a formação de geada.

 

Medidas para a minimização dos efeitos da geada

 

Há medidas tais como a cobertura das culturas com evitar danos severos, como o uso de ventiladores, coberturas plásticas e sistemas de calefação. Estas medidas podem ser adotadas pelos produtores e para mais informações acesse o link: https://wa.me/5511942165132 ou  https://www.climatempoconsultoria.com.br/agroclima-pro/

 

Há previsão de geada até o final do mês? 

 

Há uma nova onda de frio prevista para o final do mês de agosto, entre os dias 28 e 31. Com a passagem desta nova frente fria, as temperaturas voltam a ficar baixas. A previsão por enquanto indica que as áreas suscetíveis à formação de geada se concentrem nas áreas da Campanha Gaúcha e nas Serras Gaúcha e Catarinense.

 

Confira também a nossa previsão para os próximos 15 dias e as notícias relacionadas à neve em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

 

Fonte: Istock

Fonte: Istock.

 

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