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É época de goiaba. A fruta nativa do Brasil

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6 min de leitura

Foto: Istock

 

Com um cheiro característico, que muitos dizem reconhecer de longe, a goiaba (Psidiumguajava L. ‒ árvore da família das mirtáceas) é uma das frutas nativas do Brasil.

 

Ela faz parte do seleto grupo de frutas nativas ‒ o qual inclui abacaxi e maracujá ‒, que têm cultivo comercial e números expressivos no mercado. E uma boa notícia: o estado de São Paulo se destaca no cenário nacional como o segundo maior produtor, com mais de 195 mil toneladas cultivadas em 6.634 hectares.

 

A safra ocorre de janeiro a março (goiaba de mesa) e de março a maio (goiaba para indústria), a fruta in natura pode ser encontrada em supermercados, feiras, empórios, bancas de rua etc. e, atualmente, adquirida por delivery (modalidade adotada também por alguns produtores, durante o período de pandemia). Como suco ou sobremesas é destaque no cardápio de bares, restaurantes e lanchonetes, bem como na mesa da população.

 

Adquirir mudas com qualidade e garantia de sanidade é um dos primeiros passos para se ter sucesso na implantação do pomar.

 

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Foto: Divulgação Secretaria de Agricultura do estado de SP - sitio kusakariba - Valinhos - SP

 

Valinhos: município é o centro da produção da goiaba de mesa

 

A história da cultura da goiaba se entrelaça com a de Valinhos, município de cerca de 132 mil habitantes, distante 80km da capital paulista. O motivo está ligado à grande representatividade da colônia japonesa na cidade que ao longo dos anos, aperfeiçou e ampliou a produção, o que garantiu a Valinhos o título de maior produtor de goiaba de mesa do Estado de São Paulo.

 

Atualmente, o município contabiliza 110 mil goiabeiras plantadas, ocupando uma área de 313,6 hectares, em 185 propriedades, em sua maioria de pequenos produtores, os quais produzem cerca de 13 mil toneladas. “Quase todas as goiabas do país são produzidas com técnicas de poda, irrigação e adubação desenvolvidas pelos japoneses, bem como as variedades desenvolvidas no município ‒ Sassaoka, Kumagai e Pedro Sato ‒ são muito plantadas”, informa José Henrique Conti, engenheiro agrônomo responsável pela Casa da Agricultura local.

 

Do ponto de vista técnico, o agrônomo faz algumas considerações interessantes para os interessados na cultura:

 

Cultivo

A goiaba se caracteriza por ser uma planta tropical, o que lhe confere a ampla adaptabilidade para implantação em qualquer região do Brasil. A safra normal da goiaba de mesa é de janeiro a março, no entanto ela pode ser produzida o ano todo. “Para isso, basta alterar a data de poda, adubar e irrigar a lavoura. Em Valinhos, os produtores trabalham com podas contínuas ou alternadas, onde cada um tem uma época de poda diferente, o que confere a possibilidade de colher frutas o ano todo. Além de manter um fluxo de caixa perene, ele recebe preços melhores, pois foge do pico normal da safra”.

 

Tipos de poda e condução

A goiabeira tem que ser conduzida, desde o início, com podas, após a colheita dos frutos, de forma contínua ou alternada, para garantir uma arquitetura adequada (em Valinhos a mais utilizada é a alternada, pois facilita o controle de pragas e o uso adequado de defensivos agrícolas). As plantas devem ficar arejadas e baixas, garantindo menor incidência de doenças e melhor conforto na colheita.

 

Tipos e variedades

Há dois tipos de goiaba, a branca, que tem maior índice de produtividade, e a vermelha, que tem preferência no mercado consumidor, por isso alcançam preços melhores. Há alguns anos foi introduzida uma nova variedade de goiaba denominada Tailandesa, que está substituindo a variedade normal de goiaba cascuda, pois produz frutos maiores, que atingem preços convidativos ao produtor. No entanto são mais exigentes em água e adubação, além de mais suscetíveis a algumas pragas e doenças.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação - Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

 

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