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Paraná avança na colheita do milho

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5 min de leitura

Na última terça-feira (17/8), quando o Giromilho Cocamar 2021 passou pela região de Tamarana, no Paraná, o produtor Hideraldo Zampar era só sorrisos ao lado do filho, o engenheiro agrônomo recém-formado Hideraldo Júnior. A colheita do cereal foi realizada em uma área de 75 alqueires (181 hectares).

 

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Foto de Rogério Recco - Produtor rural Hideraldo Zampar e o engenheiro agrônomo Hideraldo Júnior mostram o milho colhido na propriedade

 

"Está muito aquém do potencial, sofremos bastante com a seca”, relatou o produtor, que ainda não tinha uma ideia de quanto vai ser a produtividade. Mesmo assim, está contente. Ele é um dos poucos por ali onde a lavoura está dando colheita. Na maioria das propriedades, as geadas acabaram com o que havia resistido à falta de chuvas.


Quando o frio intenso chegou, o milho de Hideraldo tinha superado a fase mais crítica, os grãos estavam duros e os estragos não foram tantos. “Conseguimos plantar mais cedo este ano, ainda na primeira quinzena de março e com isso escapamos”, contou o produtor.


A expectativa de produtividade é bem menor na comparação com os anos anteriores, mas o preço da saca – cotada a R$ 97 na terça-feira (17/08) – acaba compensando um pouco a perda. O produtor fez a venda antecipada de 2 mil sacas a R$ 81. No ano passado, sua média foi de 235 sacas por alqueire (97,1/hectare).

 

“Investimos neste ano para produzir 260 sacas por alqueire (107,4/hectare), pelo menos, mas se der umas 180 de média geral (74,3/hectare), não poderemos reclamar”, acrescentou.

 

Tecnologias

 

Neste ano, a lavoura dos Zampar foi a primeira da região a receber aplicações com drone, já que são bem receptivos a adoção de novas tecnologias, comenta o engenheiro agrônomo da Cocamar, Eduardo Barros Pires, que acompanhou o Giromilho.

 

"As espigas, na medida do possível, estão bem formadas", segundo Pires. 

 

Expectativa

 

No município de Tamarana, a média de produtividade de milho, em anos normais, varia de 230 a 250 sacas por alqueire (95 a 103/hectare), mas desta vez, considerando os efeitos das intempéries, não deve ir além de 120 a 130 sacas (49,5 a 53,7/hectare).

 

Quando volta a chover?

 

De acordo com o Deral, 39% das lavouras de milho segunda safra já foram colhidas. Destes 57% apresentam condições ruins, 38% média e 5% condições boas.

 

O calorão e o tempo seco tem os dias contados no centro sul do Brasil. Entre os dias 25 e 29 de agosto, uma forte frente fria passa pela Região Sul. No dia 26/08, este sistema avança para São Paulo e Mato Grosso do Sul. Os maiores acumulados devem ocorrer no leste gaúcho e de planalto sul catarinense, com até 70 milímetros. No leste de São Paulo e do Paraná e também no sul de Mato Grosso do Sul, com valores entre 30 e 70 mm. A chuva pode atrapalhar os processo de colheita do milho segunda safra no Paraná.

 

Temperatura em queda
 

A temperatura também entra em queda nesta reta final de Agosto. A previsão indica temperaturas mínimas entre 3 e 6 graus no Rio Grande do Sul, com risco de geadas em todo o estado. As mínimas variam de 6 graus em Santa Catarina e sul do Paraná até 12 graus no norte paranaense. A queda da temperatura é uma notícia favorável para o desenvolvimento das culturas de inverno, como o trigo. 

 

Como planejar uma safra e monitorar sua fazenda?

 

Otimizar o plantio, ficar de olho no Clima para avançar com os trabalhos no campo e observar o desenvolvimento da cultura para evitar perdas são algumas das decisões que você produtor rural precisa tomar durante a safra. 

 

O Agroclima Pro é um serviço de tecnologia da Climatempo que utiliza o conhecimento meteorológico. Com ele você pode acessar o histórico de dados de Clima para sua fazenda e pode detectar áreas com menor vigor vegetativo. Além disso, você fica sabendo como será a demanda hídrica da sua lavoura nos próximos 15 dias e ainda consegue identificar os melhores dias e horários para realizar as pulverizações.

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