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Goiás: um dos maiores estados produtores de pequi

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7 min de leitura

Foto: Nivaldo Ferr - Pequi de Goiás

 

Um dos principais símbolos culturais de Goiás, o pequi se destacou na Pesquisa de Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (Pevs), neste mês de Outubro pelo Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento apresenta dados consolidados do ano de 2020.

 

De acordo com o IBGE, ano passado a extração de pequi em território goiano avançou 10,4% na comparação com 2019, chegando a 2.582 toneladas. O volume representa 97,1% da extração de produtos alimentícios no Estado. Enquanto isso, o valor da produção do fruto avançou ainda mais: 19,9%, atingindo R$ 3,8 milhões.

 

Goiás: um dos maiores estados produtores do país

 

Com o resultado, Goiás se manteve na terceira posição entre os maiores produtores de pequi do país, atrás apenas de Minas Gerais e do Tocantins. Entre os municípios goianos, Damianópolis assumiu a posição de maior produtor. Santa Terezinha de Goiás, Campos Verdes, Crixás, Niquelândia, Sítio D’Abadia, Buritinópolis, Mambaí, Santa Tereza de Goiás e Uruaçu vêm na sequência.

 

“A pesquisa do IBGE indica que, além da relevância gastronômica e cultura, o pequi ganha cada vez mais importância na economia local”, diz o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tiago Mendonça.

 

Ele ressalta que o fruto é tema de pesquisas da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), entre elas a de uma variedade sem espinhos.

 

Qual o tipo de Clima e solo para o plantio 

 

O pequi é uma fruta que gosta de clima seco e de terra arenosa, por isso é importante preparar o terreno do vaso da forma correta para o seu desenvolvimento. O fruto do pequi pode germinar entre 25 dias a 12 meses. O técnico agropecuário e responsável pela multiplicação de mudas no viveiro da Empaer, Roberto Arcanjo Ferreira, fala que para produzir a muda de pequi é necessário colher os frutos bem maduros, aqueles caídos no chão, e selecionar os melhores. Normalmente uma árvore de pequi produz em média dois mil frutos por colheita, e começa a produzir no quinto ano após o plantio.

 

Tendência do clima para os próximos dias

 

Nos próximos cinco dias, um corredor de umidade mantém as nuvens espalhadas entre Goiás e Mato Grosso e pode chover de forma isolada nestes dois estados. Entre os dias 30 e 03 de novembro, a chuva ganha força no Centro-Oeste e tem previsão para volumes elevados em Mato Grosso do sul e em Goiás, podendo passar dos 50 milímetros em cinco dias.

 

Extração vegetal

 

No segmento de extração vegetal como um todo, o Estado cresceu 19,6% em valor de produção, saindo de R$ 15,9 milhões em 2019 para R$ 19,0 milhões no ano passado. A média nacional foi de +6,3% no mesmo período. Além do pequi, os produtos que mais contribuíram para os números do Estado foram a lenha e o carvão vegetal. A Pevs mostra que a extração de carvão vegetal quase dobrou: passou de 2.476 toneladas em 2019 para 4.726 toneladas em 2020 (+90,9%). Lenha e madeira em tora, por outro lado, registraram quedas no volume extraído de 3,5% e 12,6%, respectivamente. No caso da extração de lenha, o valor de produção subiu 4,0%, enquanto no caso da madeira em tora caiu 10,0%.

 

Silvicultura

 

Em Goiás, a produção de carvão vegetal também cresceu também no segmento da silvicultura, ou seja, de florestas plantadas. Em 2020, o volume produzido foi 18,9% superior ao de 2019. Saiu de 2.554 toneladas para 3.036. O valor de produção avançou 15,8%: de R$ 3,1 milhões para R$ 3,6 milhões. O maior produtor goiano foi Itarumã, que mais que dobrou o volume produzido (111,8%) no ano passado em relação ao ano anterior. São João D’Aliança, Caçu, Catalão e Alto Paraíso de Goiás completaram o ranking. Lenha e madeira em tora recuaram 4,9% e 8,6% na comparação entre o volume produzido no ano passado e no anterior.

 

A pesquisa com dados consolidados de 2020 mostrou retração de 18,6% na área total dos efetivos da silvicultura no Estado. Entre os municípios, Catalão teve a maior área de cultivo de florestas: com 12,0 mil hectares. Niquelândia, Rio Verde, Ipameri e Campo Alegre de Goiás vieram atrás.

 

Ainda segundo o IBGE, a área de total de eucalipto no Estado caiu 19,5%; e a de pinus, 3,9%. As áreas relativas a outras espécies se mantiveram praticamente inalteradas. O segmento de silvicultura como um todo registrou queda de 5% em 2020 na comparação com o ano anterior.

 

Como planejar uma safra e monitorar sua fazenda?

 

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