Ícone de alerta
Alerta anterior Próximo alerta Fechar alerta

Clima desfavorável impacta laranja de Caxias do Sul

Compartilhar Compartilhe no Whatsapp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter

7 min de leitura

Na região de Bagé, a colheita dos citros avança nos principais municípios produtores da Fronteira Oeste. De acordo com o último informativo (30/06) da Emater/RS-Ascar, em Rosário do Sul, estima-se que 90% da área plantada com bergamotas e 72% da área plantada com laranjas já estejam colhidas.

 

Na regional da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, o período foi de condições climáticas bem ruins para o desenvolvimento e manutenção da sanidade das plantas e frutas, pois a umidade relativa do ar e do solo foi excessiva e frequente, além dos poucos períodos de radiação direta. As temperaturas se mantiveram sem fortes oscilações, com valores medianos para o inverno. Os pomares vêm se ressentindo nesse panorama, porém ainda demonstram boa sanidade.

 

A preocupação maior dos citricultores passou a ser a incidência da pinta-preta nas frutas em maturação, além das dificuldades de realizar tratamentos fitossanitários. Os pomares de laranjeiras de umbigo têm considerável queda de frutas, e as bergamoteiras precoces estão com frutas de calibre abaixo do esperado em função dos efeitos da estiagem no verão. O período é de pouca colheita em virtude do molhamento persistente das plantas e frutas.

 

Foto: arquivo istock

 

Na região de Passo Fundo, apesar das chuvas, a colheita dos citros avança. Parte da produção das variedades Rubi e Iapar foi direcionada para a indústria. A colheita da bergamota Caí foi encerrada, mas os trabalhos seguem com a variedade Ponkan. No entanto, os tratos culturais e o manejo fitossanitário das cultivares tardias estão sendo realizados. 

 

Na região de Santa Rosa, as diversas variedades de citros estão boas para o consumo. Com as chuvas recorrentes nos últimos dois meses, o tamanho dos frutos normalizou, e as variedades precoces já estão aptas para o consumo, com bom grau brix. Nas laranjas de umbigo foi observada queda de frutos, o que resultou nos frutos remanescentes, em tamanhos acima da média.

 

Em Lajeado, os trabalhos de colheita avançam com a variedade bergamota Caí, Ponkan e está iniciando da Pareci. Estão em colheita laranjas precoces, Céu Precoce, de umbigo Bahia, Shamouti e Salustiana, além da lima ácida Tahiti. Continuam os tratamentos fitossanitários da cultura. A colheita da bergamota Caí está avançada, em média 86%, e deve encerrar nas próximas semanas.

 

Preços

 

Os preços estão na média de R$ 23,00/cx. de 25 quilos, uma redução de mais de R$ 20,00/cx. em relação ao início de maio, e de R$ 30,00/cx. quando comparado ao início da colheita. É uma redução bastante importante, que impacta também na renda dos citricultores, um reflexo da grande oferta de frutas neste período.

 

Com a industrialização a partir do início de junho, está sendo esmagada grande quantidade de Caí para suco, reduzindo a pressão de oferta para frutas de mesa. O preço médio pago pela indústria para a Caí está variando de R$ 8,00 na propriedade a R$ 10,75/cx. de 25 quilos na indústria.

 

Análise

 

A bergamota Ponkan também avança na colheita, chegando a 70%. A dificuldade dos citricultores com a Ponkan se deve à redução da venda pela concorrência de frutos de outros estados. A bergamota Pareci está em fase inicial de colheita, com apenas 10% da produção colhida.

 

A laranja Céu precoce (conhecida como Céu Cedo ou Céu Gaúcha) é a variedade de laranjas com a colheita mais adiantada - mais de 80%. Essa variedade não possui acidez e é muito ofertada para as crianças. A laranja Seleta está 75% colhida, sendo destinada para mesa e suco. A Shamouti e a de umbigo Bahia já atingem 60% e 72% da colheita, sendo que ambas são variedades para mesa. Os citricultores estão, aos poucos, iniciando a colheita da Valência. É intensa a colheita de lima ácida Tahiti, já que esta é a época de maior produção. O percentual da safra já colhida gira em torno de 65%.

 

Tendência do Clima 

 

Entre 02/07 e 07/07, a tendência é de chuva na maior parte do Rio Grande do Sul e isso pode atrapalhar as atividades em campo, como por exemplo, a semeadura das culturas de inverno. Entre Santa Catarina e Paraná, o tempo segue firme.

 

Nos próximos dias, o sol aparece e não há expectativa de chuva no Sudeste, Centro-Oeste, Acre, Rondônia, Tocantins, centro-sul do Maranhão, Ceará e no centro-oeste da Bahia, o que favorece a colheita do milho, cana de açúcar, café. 

 

De 08/07 a 15/07, a tendência é a chuva avança um pouco mais pela Região Sul com acumulados entre 80 e 100 milímetros no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná. Em São Paulo, a umidade aumenta no sul do estado e em Mato Grosso do Sul com baixos volumes de precipitação entre 15 e 20 milímetros. 

 

Neste período a chuva continua na faixa norte do Brasil e na faixa leste do Nordeste. De uma forma geral, o tempo fica firme em grande parte do país, porém com chuva acima da média ao longo da costa do Nordeste que indica a influência do La Niña.

 

Na segunda quinzena do mês, os modelos apontam uma nova onda de frio que fica restrita a Região Sul com possibilidade para ocorrência de geadas. O acompanhamento desta onda de frio você confere no www.climatempo.com.br 

Experimente ter monitoramento em tempo real da sua fazenda

+ mais notícias