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Estiagem afeta o desenvolvimento da 2ª safra de milho e algodão

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6 min de leitura

Foto: Simone Vargas - Campina do Simão - PR

 

O mês de março termina com mudança na posição da gangorra da chuva no Brasil. Se entre novembro e fevereiro, a precipitação ficou concentrada sobre o centro e norte do Brasil, em março, a chuva foi mais intensa sobre a Região Sul.

 

O município de Frederico Westphalen (RS) recebeu 450mm. A média histórica é de 120mm. Desde dezembro de 2015, não chovia tanto em um mês sobre o extremo norte do Rio Grande do Sul. Por outro lado, a precipitação cortou e a anomalia negativa é bastante significativa no sul do Espírito Santo, em boa parte de Minas Gerais, leste de Goiás e no Matopiba.

 

Em Montes Claros (MG), por exemplo, de 160mm em fevereiro, o acumulado não chegou aos 5mm em março. A estiagem alcança 35 dias na região e compromete o desenvolvimento de segunda safra de milho em Minas Gerais e algodão na Bahia.

 

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Foto: Débora Cristina - Roncador - PR  

 

Tendência do Clima

 

A chuva continua sobre o centro e sul do Brasil pelas próximas duas semanas. No oeste do Rio Grande do Sul, estimam-se até 150mm entre a terça(29) e quarta-feira (30). Também há previsão de chuva forte e com longa duração nos portos de Paranaguá e de Santos dificultando o embarque de soja e entre quarta-feira (30) desta semana e terça-feira (05/04)  da semana que vem (especialmente no Paraná).

 

No Rio De Janeiro, espera-se elevado acumulado de chuva, inclusive em Petrópolis. Mas tudo indica que o maior acumulado será visto entre Nova Friburgo e Macaé com mais de 250mm em sete dias. Um terceiro local com chuva forte é a tríplice divisa entre Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso com até 100mm.

 

O outono, é a época com menor radiação solar, e a chuva dá sinais de enfraquecimento na maior parte do Brasil. Por enquanto, a umidade do solo permanecerá elevada no Sul, Sudeste e Centro-Oeste com exceção de áreas de Minas Gerais e Espírito Santo, mas o enfraquecimento da precipitação preocupa o desenvolvimento de áreas de segunda safra instaladas de forma mais tardia.

 

No Norte e no norte e leste do Nordeste, a chuva será intensa com acumulado acima dos 250mm no litoral do Pará, Amapá e Maranhão e aproximadamente 100mm entre Alagoas e Pernambuco.

 

Queda de temperatura

 

Além da distribuição da chuva, chamamos a atenção para a queda acentuada da temperatura no centro e sul do Brasil na segunda metade desta semana. Na quinta-feira (31), a temperatura mínima alcançará 5°C no Rio Grande do Sul e no oeste e sul de Santa Catarina. Eventualmente, a temperatura mais baixa pode comprometer o desenvolvimento de arroz no Rio Grande do Sul. Além disso, há previsão de geadas nas áreas elevadas dos dois Estados.

 

A tarde de sexta-feira (01/04) também será bem fria e desagradável com máximas de apenas 15°C entre o Paraná e Santa Catarina e em torno dos 20°C no sul e leste de São Paulo e no Médio Paraíba (RJ).

 

A queda de temperatura máxima será sentida no Acre, Rondônia, Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul e sudoeste de Goiás na quinta e sexta-feira. A cidade de Vilhena, em Rondônia, pode observar uma temperatura máxima de pouco mais de 20°C.

 

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Foto: Débora Cristina - Roncador - PR  

 

Chuva de Abril

 

Entre os dias 04 e 10 de abril, percebe-se uma diminuição da quantidade de chuva no Sudeste e Centro-Oeste. A precipitação será mais intensa no Sul com acumulado acima dos 150mm no oeste do Paraná. Além disso, continuará chovendo forte sobre a Região Norte e norte do Nordeste.

 

As previsões mais estendidas empurram o aumento da precipitação. A chuva mais organizada sobre o Sudeste e Centro-Oeste é prevista para o segundo decêndio de abril. Até há alguns fatores intrassazonais, como a Oscilação Madden Julian mais favorável para chuva tropical em parte do mês de abril. Mas, quanto mais tempo demora o retorno da chuva, menor é a chance do acumulado resolver a questão da estiagem que já é sentida em estados do Sudeste e Nordeste.

 

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